sábado, 26 de janeiro de 2013
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Coletas de Amostras - USP - FAPESP
Check in no Clube dos 200
Coletas de amostras doVale Histórico -SP para estudo
Da esquerda para a direita em pé: Lauro Maia, Felipe, Helicônia Rostrata e Prof. Andrea
Da esquerda para a direita abaixo: Alejandra, Joseane Fontaine e Salete
A prevenção de degradação sobre práticas de culturas antigas depende de:
1- Identificação dos microorganismos presentes;
2- Reconhecimento da natureza de sua ação sobre o substrato e
3- fatores que a potencializam
Coletas de amostras doVale Histórico -SP para estudo
"La acciòn de lòs microorganismos puede alterar no solo la integridad física de lós substratos, sino también su composición, cristalinidad y morfologia, ló cual tiene implicaciones directas en su durabilidad y características de referência, como és el caso de lós colores en pinturas rupestres"
Da esquerda para a direita em pé: Lauro Maia, Felipe, Helicônia Rostrata e Prof. Andrea
Da esquerda para a direita abaixo: Alejandra, Joseane Fontaine e Salete
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Projeto Rio Sesmaria - Diagnóstico Participativo
Projeto Rio Sesmaria - Observações e próximos passos após a Semana de Mobilização: Produção rural, serviços ambientais, cidades e campos

Em Resende a grande preocupação é relacionada às enchentes do Rio Sesmaria. A equipe do projeto reiterou que o diagnóstico permitirá definir as ações necessárias para o equilíbrio ambiental da bacia e que, na medida em que tais ações forem implantadas, estas poderão contribuir, a médio e longo prazo, para aumentar a capacidade de infiltração da água das chuvas e reduzir o assoreamento do rio. Consequentemente, a perspectiva é criar condições para que, no futuro, a intensidade e os efeitos das cheias repentinas no espaço urbano sejam reduzidos.
Entre as próximas etapas do projeto estão a definição de temas para realização de mini cursos de interesse dos produtores rurais e a seleção de proprietários que desejem promover restauração florestal em parte de seus terrenos através do plantio de árvores nativas. As áreas a serem reflorestadas são demonstrativas e totalizam quatro hectares, sendo dois em cada município.
Outro benefício do projeto voltado ao produtor rural é a elaboração de um plano de desenvolvimento sustentável para duas propriedades a serem identificadas. O plano, embora específico para cada propriedade selecionada, também será uma referência aplicável a outras áreas. A proposta é oferecer um exemplo que demonstre ser possível aumentar a produtividade rural e ao mesmo tempo criar melhores condições de equilíbrio ambiental, gerando benefícios econômicos e ambientais para o produtor e a sociedade.
Serviços ambientais
As novas legislações sobre o pagamento de serviços ambientais, com a sigla PSA, possibilitam remuneração a proprietários rurais que realizam, por iniciativa própria, atividades de recuperação ou proteção de florestas. O conceito se baseia no entendimento de que o meio ambiente sadio possui valor econômico e que a proteção de recursos como água, biodiversidade, regulação do clima e outros precisa ser estimulada por meio da remuneração do produtor rural. Alguns modelos levam em conta o manejo de toda a propriedade, incluindo a estrutura de produção, além da coleta, tratamento e aproveitamento de lixo e esgoto. Outros, apenas contabilizam florestas protegidas ou em regeneração.
As novas leis têm mobilizado e incentivado a preservação e o plantio de matas, mas por ser o PSA uma proposta nova sua aplicação ainda não tem o alcance necessário. No entanto, a tendência que se observa é a ampliação do benefício e o aumento dos recursos disponíveis, para o bem do produtor rural, da sociedade e do meio ambiente. Cidades e campos agradecem.
Um antigo presidente dos Estados Unidos afirmou que “se as cidades desaparecerem os campos permanecerão e as cidades serão reconstruídas, mas se os campos desaparecem, as cidades acabam”. A famosa frase teve sua atualidade renovada durante a “Semana de Mobilização – troca de conhecimentos, informações e sentimentos sobre a região dos rios Sesmaria, Formoso e afluentes”. Realizada de 10 a 18 de outubro, a serie de reuniões possibilitou o encontro de mais de uma centena de moradores, proprietários e instituições que atuam na bacia do Rio Sesmaria, impulsionados por um objetivo comum: Compartilhar seu conhecimento sobre a própria região, identificar problemas e propor soluções.
Durante esse período realizaram-se dinâmicas participativas variadas, adaptadas a cada segmento e tema. Os assuntos trabalhados incluíram a história da região, contada por estudiosos e por moradores mais antigos, a produção rural, a elaboração de mapas comunitários e a visualização da importância e efetividade das diversas instituições atuantes na área.
Ao longo das atividades foram identificados diversos aspectos fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e produtores, como a condição das estradas, a informação sobre técnicas e oportunidades de negócios para a produção rural, a proteção de nascentes e o fortalecimento do mercado de consumo local – de bens e de serviços, inclusive vinculados ao turismo.
Em São José do Barreiro o baixo preço do leite pago ao produtor e os limites impostos pela legislação ambiental foram citados como elementos que dificultam a vida rural. A redução do volume de água de rios e nascentes também foi observado como um fenômeno geral e vários proprietários informaram, com orgulho, estarem protegendo suas nascentes mantendo o entorno das mesmas arborizado.
Durante esse período realizaram-se dinâmicas participativas variadas, adaptadas a cada segmento e tema. Os assuntos trabalhados incluíram a história da região, contada por estudiosos e por moradores mais antigos, a produção rural, a elaboração de mapas comunitários e a visualização da importância e efetividade das diversas instituições atuantes na área.
Ao longo das atividades foram identificados diversos aspectos fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e produtores, como a condição das estradas, a informação sobre técnicas e oportunidades de negócios para a produção rural, a proteção de nascentes e o fortalecimento do mercado de consumo local – de bens e de serviços, inclusive vinculados ao turismo.
Em São José do Barreiro o baixo preço do leite pago ao produtor e os limites impostos pela legislação ambiental foram citados como elementos que dificultam a vida rural. A redução do volume de água de rios e nascentes também foi observado como um fenômeno geral e vários proprietários informaram, com orgulho, estarem protegendo suas nascentes mantendo o entorno das mesmas arborizado.
Em Resende a grande preocupação é relacionada às enchentes do Rio Sesmaria. A equipe do projeto reiterou que o diagnóstico permitirá definir as ações necessárias para o equilíbrio ambiental da bacia e que, na medida em que tais ações forem implantadas, estas poderão contribuir, a médio e longo prazo, para aumentar a capacidade de infiltração da água das chuvas e reduzir o assoreamento do rio. Consequentemente, a perspectiva é criar condições para que, no futuro, a intensidade e os efeitos das cheias repentinas no espaço urbano sejam reduzidos.
Entre as próximas etapas do projeto estão a definição de temas para realização de mini cursos de interesse dos produtores rurais e a seleção de proprietários que desejem promover restauração florestal em parte de seus terrenos através do plantio de árvores nativas. As áreas a serem reflorestadas são demonstrativas e totalizam quatro hectares, sendo dois em cada município.
Outro benefício do projeto voltado ao produtor rural é a elaboração de um plano de desenvolvimento sustentável para duas propriedades a serem identificadas. O plano, embora específico para cada propriedade selecionada, também será uma referência aplicável a outras áreas. A proposta é oferecer um exemplo que demonstre ser possível aumentar a produtividade rural e ao mesmo tempo criar melhores condições de equilíbrio ambiental, gerando benefícios econômicos e ambientais para o produtor e a sociedade.
Serviços ambientais
As novas legislações sobre o pagamento de serviços ambientais, com a sigla PSA, possibilitam remuneração a proprietários rurais que realizam, por iniciativa própria, atividades de recuperação ou proteção de florestas. O conceito se baseia no entendimento de que o meio ambiente sadio possui valor econômico e que a proteção de recursos como água, biodiversidade, regulação do clima e outros precisa ser estimulada por meio da remuneração do produtor rural. Alguns modelos levam em conta o manejo de toda a propriedade, incluindo a estrutura de produção, além da coleta, tratamento e aproveitamento de lixo e esgoto. Outros, apenas contabilizam florestas protegidas ou em regeneração.
As novas leis têm mobilizado e incentivado a preservação e o plantio de matas, mas por ser o PSA uma proposta nova sua aplicação ainda não tem o alcance necessário. No entanto, a tendência que se observa é a ampliação do benefício e o aumento dos recursos disponíveis, para o bem do produtor rural, da sociedade e do meio ambiente. Cidades e campos agradecem.
(texto de Luis Felipe - ONG Crescente Fértil)
sábado, 20 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Projeto Sesmaria - " O lugar onde eu moro"
“O lugar onde moro”
Um novo grupo de 20 pessoas, mas com alguns participantes da reunião anterior, também reuniu-se no final do dia, na Escola Municipal de Educação Infantil Matheus Andrade, ao lado da Praça de Formoso. O método utilizado para esse encontro foi a elaboração coletiva de um mapa que represente a visualização espacial da bacia hidrográfica, segundo o olhar dos moradores presentes.
Após esclarecer o significado de bacia hidrográfica, o agrônomo Marcos Jota iniciou o desenho do mapa na grande folha estendida no piso da creche e logo em seguida os participantes deram continuidade ao desenho. Na medida em que os rios da região foram desenhados outros elementos iam sendo incluídos no mapa: nascentes, cachoeiras, matas, fazendas, pontes e outras referências.
A necessidade de resgatar a produção rural foi tema de discussão, tendo como estímulo informação adicional sobre a nova lei que obriga a compra de pelo menos 30% dos alimentos de merenda escolar na agricultura familiar da própria região. A perspectiva de asfaltamento da RJ-161 também foi mencionada como fator que poderá aquecer a economia, mas que também demandará preparo adequado e prestação de serviços diferenciados e típicos da cultura local para propiciar um turismo de qualidade. A importância da informação e do apoio técnico ao produtor rural também foi muito lembrada.
Ao final, a equipe do projeto informou que em breve será iniciado o processo de seleção de áreas para reflorestamento, totalizando quatro hectares, além do planejamento conservacionista de duas propriedades.
A Semana de Mobilização prossegue até dia 18, conforme programação completa disponível em http://crescentefertil.org.br/projetoriosesmaria/site/index.php/equipe-do-projeto-inicia-distribuicao-de-convites-para-a-semana-de-mobilizacao/
Um novo grupo de 20 pessoas, mas com alguns participantes da reunião anterior, também reuniu-se no final do dia, na Escola Municipal de Educação Infantil Matheus Andrade, ao lado da Praça de Formoso. O método utilizado para esse encontro foi a elaboração coletiva de um mapa que represente a visualização espacial da bacia hidrográfica, segundo o olhar dos moradores presentes.
Após esclarecer o significado de bacia hidrográfica, o agrônomo Marcos Jota iniciou o desenho do mapa na grande folha estendida no piso da creche e logo em seguida os participantes deram continuidade ao desenho. Na medida em que os rios da região foram desenhados outros elementos iam sendo incluídos no mapa: nascentes, cachoeiras, matas, fazendas, pontes e outras referências.
A necessidade de resgatar a produção rural foi tema de discussão, tendo como estímulo informação adicional sobre a nova lei que obriga a compra de pelo menos 30% dos alimentos de merenda escolar na agricultura familiar da própria região. A perspectiva de asfaltamento da RJ-161 também foi mencionada como fator que poderá aquecer a economia, mas que também demandará preparo adequado e prestação de serviços diferenciados e típicos da cultura local para propiciar um turismo de qualidade. A importância da informação e do apoio técnico ao produtor rural também foi muito lembrada.
Ao final, a equipe do projeto informou que em breve será iniciado o processo de seleção de áreas para reflorestamento, totalizando quatro hectares, além do planejamento conservacionista de duas propriedades.
A Semana de Mobilização prossegue até dia 18, conforme programação completa disponível em http://crescentefertil.org.br/projetoriosesmaria/site/index.php/equipe-do-projeto-inicia-distribuicao-de-convites-para-a-semana-de-mobilizacao/
Moradores de Formoso constroem a "Linha do tempo"
Moradores de Formoso, em São José do Barreiro, se reuniram ontem (16/10) à tarde no Hotel Fazenda Clube dos 200 para um exercício de história oral da região. A dinâmica possibilitou a construção coletiva de um painel com a representação gráfica dos fatos mais marcantes desde 1885, nos tempos da Fazenda Formoso.
Alguns depoimentos dos moradores mais antigos presentes traduzem especialmente bem a cultura rural e confirmam as teses de mudança do clima e da redução do volume de água de rios e nascentes: “Antigamente tinha a natureza do tempo, seca no tempo do frio e chuva no tempo do calor, mas agora a gente sente o sol muito mais quente do que há um tempo atrás. E no tempo do calor não chove. Antes, a partir de setembro chovia todo dia. Agora chove muito menos. Mas o turma de hoje não aguenta trabalhar no sol como “nós” aguentava. Peixe, não tem mais nada. Hoje, das árvores antigas só acha canjarana, cedro, ipê… Canela parda, nem preta, não tem mais não… Agora as matas estão voltando mas a água tá secando. Pode ser a braquiária porque ela seca a terra, onde tem brejo e se planta braquiária, o brejo acaba. Bambu também seca a terra“.
A menor disponibilidade de mão de obra foi citada como dificultador das atividades locais, uma vez que muitos moradores tem ido trabalhar em Resende e outras cidades do Vale do Paraíba.
Os depoimentos e eventos marcantes ocorridos ao longo do tempo, lembrados pelos participantes, foram registrados pela equipe de sistematização do projeto a fim de integrar o diagnóstico e subsidiar a elaboração de diretrizes para a melhoria das condições ambientais da bacia hidrográfica.
Alguns depoimentos dos moradores mais antigos presentes traduzem especialmente bem a cultura rural e confirmam as teses de mudança do clima e da redução do volume de água de rios e nascentes: “Antigamente tinha a natureza do tempo, seca no tempo do frio e chuva no tempo do calor, mas agora a gente sente o sol muito mais quente do que há um tempo atrás. E no tempo do calor não chove. Antes, a partir de setembro chovia todo dia. Agora chove muito menos. Mas o turma de hoje não aguenta trabalhar no sol como “nós” aguentava. Peixe, não tem mais nada. Hoje, das árvores antigas só acha canjarana, cedro, ipê… Canela parda, nem preta, não tem mais não… Agora as matas estão voltando mas a água tá secando. Pode ser a braquiária porque ela seca a terra, onde tem brejo e se planta braquiária, o brejo acaba. Bambu também seca a terra“.
A menor disponibilidade de mão de obra foi citada como dificultador das atividades locais, uma vez que muitos moradores tem ido trabalhar em Resende e outras cidades do Vale do Paraíba.
Os depoimentos e eventos marcantes ocorridos ao longo do tempo, lembrados pelos participantes, foram registrados pela equipe de sistematização do projeto a fim de integrar o diagnóstico e subsidiar a elaboração de diretrizes para a melhoria das condições ambientais da bacia hidrográfica.
PROJETO RIO SESMARIA: Moradores de Formoso constroem “Linha do Tempo
http://crescentefertil.org.br/ projetoriosesmaria/site/ index.php/ moradores-e-instituicoes-de-for moso-constroem-linha-do-tempo/
http://crescentefertil.org.br/
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